Cofundadora

Como aprendiz da nossa baluarte Santa Tereza de Ávila, é a nossa cofundadora Claudia Nunes da Silva. Nascida no dia 13 de maio de 1991, na cidade de São Paulo, é a terceira filha da mineira Maria do Perpétuo Socorro e do pernambucano Edilson Nunes. Desde a infância sua mãe a educou na fé e logo após a sua primeira eucaristia, tornou-se catequista da comunidade Santa Margarida Maria Alacoque da Paróquia Cristo Libertador.

Como catequista, ensinava suas crianças que a cada boa obra elas estariam colocando um tijolinho na sua casa do céu, ou que a presença do Espírito Santo poderia ser percebida através de um arrepio. Porém, anos depois ela descobriu que a presença do senhor poderia lhe causar muito mais que só um arrepio. Depois de oito anos como catequista das crianças, começou a catequizar também o jovens no crisma.

Além de educadora na fé, tem um Dom especial de Deus para a música e com apenas a melodia de sua voz, muitas vezes foi assim que ela ajudava o povo a vivenciar o mistério da Santa Missa. Quando criança sentia o desejo de se tornar uma freira, mas quando adolescente, cheia de dúvidas e receios não buscou conhecer nenhuma congregação e decidiu esperar o seu José. Por incrível que pareça, embora sempre envolvida em situações de exposição, é uma pessoa extremamente tímida, e dessa forma, podemos contemplar a graça de Deus que pode transformar todas as coisas.

Após nove anos dando catequese, ela é convidada para se lançar em uma nova experiência de evangelização. Seus amigos de paróquia começaram a fazer parte de um projeto que fazia um grupo de oração dentro da Fundação Casa do Jardim São Luiz. Ela aceita o convite e ali começa a se encontrar. O projeto chamava-se Dai-me Almas e tinha esse nome por causa de uma fala do patrono da juventude, São João Bosco que também era o patrono do projeto. Ela relata, que no primeiro dia quando chamada para partilhar no final do grupo de oração seu coração parecia transbordar de alegria em cada palavra, uma alegria de quem estava se encontrando.

Alguns meses se passaram, e de missão em missão, certo dia o casal de amigos que a convidou notou o interesse do coordenador do projeto na jovem Claudinha como eles a chamam. Walmon Fernando era o nome dele, quinze anos mais velho que ela e ela no início não demonstrava interesse, mas aceitou conversar. De cada conversa foi nascendo um sentimento entre os dois. Setembro de 2013, ela viaja pela primeira vez para Pernambuco, e de lá, continuaram a conversar até que certo dia ele a pede em namoro, e o sim foi imediato.

O início de namoro a distância foi compensado pela intensa vida de namorados missionários que decidiram viver. Ela conta que só foram ao cinema uma vez em um final de semana e em todos os outros estavam em missão, ou na fundação casa, ou onde ele era chamado para pregar. Decididos a viver um namoro santo e casto o amor ao nosso Senhor Jesus foi o norte da relação dos dois.

Antes de um ano de namoro já haviam decidido se casar. Os pais e amigos achavam que estavam indo rápido demais, porém eles não deram ouvidos e seguiram o plano daquilo que Deus tinha colocado no coração dos dois.

No dia 02 de janeiro tiveram a sua união perante a lei dos homens e mesmo ali, casados, com a casa de prontidão, não foram morar juntos antes de receber o sacramento do matrimônio. Chega então dia tão esperado por eles 22 de janeiro de 2014, e lá estava no altar como seu padrinho de casamento o seu futuro Fundador Maurício e sua esposa Deize como madrinha e o casal cupido dos dois Kris e Gabriel.

De calça jeans, chinelo e camiseta marrom lá estava o noivo no altar, da pequena igreja de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, seu sorriso, brilhava e seu rosto parecia resplandecer a luz de Deus de tanta alegria. Eis que lá vem a noiva de chinelo e vestido branco com um buque de rosas vermelhas, seu cabelo envolto por uma trança, e o sorriso era como o do seu amado no altar. Como surpresa para ele e para todos, ela entra cantando: “Nem as torrentes, das grandes águas conseguirão apagar esse amor. Pois suas chamas são fogo ardente, mais do que a morte, é tão forte esse amor.” Com a benção de Deus foram ali unidos em uma só carne.

Com sete dias de matrimônio, seu esposo sofre um acidente de carro, e sete dias depois, veio a falecer. A tristeza e a incompreensão foram o choque do seu coração, mas Deus tinha um propósito no qual ela só pôde compreender tempos depois. Ela continuou a fazer a evangelização na Fundação e quase dois meses após o falecimento do seu esposo, é aberta a casa de missão que ele, junto com Maurício haviam sonhado. Ali, ela encontrou um lugar e uma pessoa, para ser aconselhada e acalentada seu padrinho, amigo e Fundador e começou a ter uma experiência profunda com o amor de Deus através da sua dor. Juntos através dessa amizade foram vendo que Deus queria mais que uma casa de missão, ele queria uma comunidade aonde como em AT 2:42, as primeiras comunidades partilhavam tudo em comum, e ela foi a escolhida para a cofundação dessa obra de Deus.

Através de um tempo de discernimento, ela pôde entender que Deus a chamava para viver o celibato, embora quando pequena não foi buscar conhecer essa vocação, Deus a trouxe para a comunidade para viver a plenitude do seu chamado que é ser totalmente dele e se dar aos irmãos.

Uma mulher de personalidade forte, curiosa, bem humorada, conselheira e buscadora de uma vivência plena em Deus, ela olha para si e vê muito daquilo que Deus ainda precisa moldar, mas de passo a passo busca dar o melhor de si.

“Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente” (Fl, 3-16), essa é a palavra que Deus a conduz, que mesmo passando por momentos de indecisões, quedas e tentações de se afastar da graça de Deus e da comunidade que ele a chamou,  decidiu-se e luta a cada dia para preservar no seu chamado.

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