EUCARISTIA SACRAMENTO DOS SACRAMENTOS

Como declarou o papa São João Paulo II em sua Encíclica: Ecclesia de Eucharistia: “A igreja vive da Eucaristia” e ao afirmar isso, ele diz que é uma verdade que não consiste em apenas uma experiência diária de fé, mas que contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. Segundo ele, a igreja experimenta de diversas formas a realização da promessa de Jesus: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28,20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, é agraciada desta presença com uma intensidade sem igual.

A santíssima Eucaristia é chamada de o “Santíssimo Sacramento, porque é o sacramento dos sacramentos” (CIC n.330), e acordo com o Catecismo da Igreja “os outros sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (CIC n.1324).

Nosso Senhor Jesus Cristo na última ceia nos assegurou: “Isto é o meu corpo”, “Isto é o meu sangue” (Mt 26,26-28). Assim como diz Santo Tomás de Aquino em sua canção “Adoro-te Devote”:

 

Mas, somente em vos ouvir, em tudo creio.

Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus:

Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Como duvidar do que nos diz aquele que é a própria verdade? Ele disse que “É” e quanto amor nos é dado por meio da sua presença Eucarística? É incomparável e dela nos fala Santo Agostinho: “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e, sendo riquíssimo, não teve mais o que dar...”

Em sua carta, São Paulo assegura a presença do Senhor na Eucaristia quando diz: “O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?” (1Cor 10,16) essa certeza ele recebeu do próprio Jesus e o diz: “Com efeito, eu mesmo recebi do Senhor o que vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’.” (1Cor 11,23-29)

A igreja sempre acreditou na presença de Jesus na Eucaristia, porém quando Martinho Lutero colocou em dúvida a presença de Jesus na Eucaristia foi preciso que ela se posicionasse para defender a fé e reuniu no Concílio de Trento (1545-1563) e declarou: “Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exatidão, transubstanciação” (CIC n.1376).

 

Os santos viveram intensamente o amor por Jesus na Eucaristia, e não poderia ser diferente, pois ele que se revela aos de coração humilde, puderam viver já aqui na Terra o céu que nos é prometido. E sobre essa verdade nos diz o Catecismo da Igreja no parágrafo 1326: “Finalmente, pela Celebração Eucarística já nos unimos a liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos” (1Cor 15,28).

FONTES:

CIC - CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA 

ENCICLICA ECCLESIA DA EUCHARISTIA - Sumo Pontífice João Paulo II - abril de 2003 - Pág. 03 

JESUS NOSSO AMOR EUCARÍSTICO - Pe. Stefano Maria Manelli - Pág. 09

 

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