Discípulo Missionário

 
A Missão - Uma exigência da catolicidade da Igreja

Não é possível ser missionário sem ser antes discípulo e não é possível ser verdadeiro discípulo ser missionário. Ser discípulo de Cristo é ouvir sem cessar o convite a segui-lo, a fixar o olhar n’Ele: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus, que reconhece como Mestre que nos amou até o dom da Vida. 

Como disse o Papa Emérito Bento XVI  na Mensagem aos jovens para a Jornada Mundial da Juventude em 2013, que o chamado a ser discípulo: “É necessário para o nosso caminho de fé pessoal”. Muito mais que sair em missão, mas passar por um processo de amadurecimento e crescimento da nossa fé. O tempo de discipulado é portanto um período de aprendizagem com o Mestre, tendo como modelo perfeito o próprio Cristo.

Em toda sua vida, Jesus mostra-se como nosso modelo. Ele é o “homem perfeito” que convida a tornar-nos seus discípulos e a segui-lo. Por seu rebaixamento, deu-nos exemplos para que o imitando pudéssemos viver a missão de forma plena:“Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais” (Jo 13,15). Através de sua oração, atraiu a oração dos que estavam com Ele: “Estando em certo lugar, orando, ao terminar, um de seus discípulos pediu-lhe: Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1). Através de sua pobreza, chama a aceitar livremente o despojamento e as perseguições: “Felizes sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram, antes de vós” (Mt 5, 11-12).

Esse é o verdadeiro sentido de ser discípulo missionário, olhando para Ele possamos passar por todo processo de amadurecimento, crescimento e conhecimento que procede do amor. E assim, enviados à Missão, cumprindo o que foi ensinado, esforçar-nos para anunciar o Evangelho a todos os homens: “IDE, portanto, e fazei que todos os povos se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20).

 

A origem da Missão vem da fonte última do amor eterno da Santíssima Trindade: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária. Pois ela se origina da Missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai”. E o fim último da missão não é outro senão fazer os homens participarem da comunhão que existe entre o Pai e o Filho em seu Espírito de Amor.

 

É do amor de Deus por todos os homens que a Igreja vive a força missionária. Com efeito, “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4). Foi confiada a Igreja, que está na verdade, ir ao encontro levando e anunciando essa verdade conduzida pelo Espírito Santo.

 

A missão exige esforço, por isso é necessário viver bem todo o processo de discipulado, ser bem formado para que sendo portadores da verdade possamos levar o evangelho autêntico a toda criatura, com entusiasmo, cheios do Espírito Santo, para cumprir o desejo de Deus que é a salvação da Almas.

 

A Igreja celebra no mês de outubro, o Mês das missões que inicia com a padroeira das missões Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Devemos lembrar que cada um de nós fomos chamados a ser missionários através do Batismo, como membros do Corpo de Cristo. Somos participantes dessa missão, como Igreja, salvar o mundo para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus.

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