Santa Teresa de Calcutá

 

Por Com. Dai-me Almas

Gonxha Agnes Bojaxhiu, aos 18 anos deixava sua casa na Escópia para dar início a sua vida missionária, ingressando no Instituto da Bem-aventurada Virgem Maria, uma congregação dedicada à educação. A Jovem sentia um desejo ardente de responder ao amor ardente a Jesus desde a sua infância, certa de que havia encontrado seu primeiro amor.
Teresa de Calcutá, assim se chamava a jovem, nome que tomou inspirada em Teresa de Lisieux, dizia que ao receber Jesus pela primeira vez aos 5 anos de idade, foi tomada por um amor imenso e esperança de salvar muitas almas. Desde dos 12 anos percebeu que tinha vocação para os pobres e queria ser missionária com uma determinada decisão se submetendo completamente à disposição de Deus.


No dia 25 de maio de 1931 fez a primeira profissão de votos, prometendo viver uma vida de pobreza, castidade e obediência e dedicar-se com particular atenção a instrução da juventude. Logo depois foi enviada a Comunidade de Loreto de Calcutá, nomeada professora 

de uma escola de meninas. Entusiasmada, se envolvia em todas as coisas, tinha bom senso e muita coragem, mas ninguém conseguia notar completamente a profundidade espiritual que a freira alegre e trabalhadora tinha alcançado em meio às suas atividades cotidianas. A profunda união que a Irmã Teresa tinha com Jesus era fonte de sua fecundidade espiritual e apostólica, era conhecida apenas por seus confessores.

No dia 10 de setembro de 1946, durante a uma viagem de trem teve um encontro místico com Cristo. Recebendo o chamado dentro da sua vocação, relata a Santa: “Foi naquele trem, eu ouvi o chamado para abandonar tudo e segui-lo nos mais pobres dos pobres”. O “Dia da Inspiração”, foi nesse dia que Deus chamou-a para saciar sua sede e ali nasceu a Congregação das Missionárias da Caridade que tem como regra de vida: “A Finalidade Geral das Missionárias da Caridade é saciar a sede de Jesus Cristo na Cruz de Amor e Almas”.

“Muito frequentemente me sinto como um pequeno lápis nas mãos de Deus. Ele escreve, Ele pensa, Ele faz os movimentos. Eu só tenho que ser o lápis”. Era exatamente dessa forma que Santa Teresa de Calcutá desejava ser, nunca considerando-se autora das coisas, tentando sempre desviar a atenção que recebia para Deus e para a “obra Dele”. 
Qualquer possibilidade de estragar a obra de Deus era intolerável para ela. Ensinava as irmãs: “A missionária deve morrer diariamente, se quiser levar almas a Deus. Deve estar disposta a pagar o preço que Ele pagou pelas almas, andar pelo caminho que ele mandou em busca de almas”.

Madre Teresa manteve ocultas as mais profundas ações de graça a Deus na sua vida, o voto privado que fizera, os detalhes das inspirações, agora, a escuridão interior em que estava mergulhada devido ao delicado respeito que tinha pela próprio relação com Deus e pela obra de Deus em sua alma, que tratava como algo sagrado e que revelava apenas aos diretores espirituais. Tudo leva a compreender que a provação da aridez espiritual era uma oportunidade para exercer mais intensamente na caridade tendo por isso começado a amar na escuridão.

 

A Primeira Nobel da Paz a tornar-se santa, Madre Teresa de Calcutá recebe o Prêmio em outubro de 1979, onde realizou “O inesquecível discurso contra o aborto”. Nesse mesmo ano, João Paulo II recebe a Madre, em audiência privada e a nomeia "embaixadora" do Papa em todas as nações. Madre Teresa de Calcutá morre no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Em 19 de outubro de 2003 Madre Teresa de Calcutá é beatificada pelo Papa João Paulo II. No dia 4 de setembro de 2016 foi canonizada pelo Papa Francisco. A canonização ocorreu depois de a Igreja ter aprovado por unanimidade a “cura extraordinária” em 2008, de um engenheiro brasileiro, chamado Marcílio Andrino, que recuperou de um coma, causado por vários quistos e uma infecção cerebral, alegadamente depois de a mulher ter rezado insistentemente a um medalhão com a imagem de Madre Teresa.

Fonte:

Livro: Venha, seja Minha luz: os escritos privados da Santa de Calcutá;

Organização: Brian Kolodiejchuk;

Tradução: Maria José Figueiredo; 3. ed. - Rio de Janeiro 

Editora: Petra 

Ano: 2016

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