Santo Agostinho

Por Com. Dai-me Almas

Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste uma cidade do Norte da África no dia 13 de novembro do ano 354. Era o filho mais velho da família, seu pai Patrício, era pagão e sua mãe Mônica, era uma católica fervorosa e veio a tornar-se Santa Mônica, seu dia é celebrado no dia 27 de agosto, um dia antes da festa de Santo Agostinho. Ela buscou educar o filho na fé cristã, porém, por causa do exemplo do pai, ele não se importava com a fé. Com 11 anos Agostinho foi estudar na cidade de Madaura, próximo de Tagaste. Lá, estudou literatura latina.

 

Com dezesseis anos, foi para Cartago estudar retórica e ali iniciou uma vida de impurezas e de completo distanciamento da fé cristã, tornando-se maniqueísta. Anos depois, passou a viver com uma amante cartaginense, os dois tiveram um filho chamado Adeodato.

Sendo um grande argumentador, tornou-se conhecido por sua inteligência e começou a dar aulas de retórica. Chegou a abrir uma escola em Roma e conseguiu o posto de professor na corte imperial em Milão. Depois de entrar em contato com a obra “Hortênsio", de Cícero, e com os filósofos neoplatônicos, ele abandona definitivamente o maniqueísmo e convence-se de que, mais do que aprender retórica, o que ele precisa é conhecer a Verdade. 

 

Naquela época, existia um Bispo chamado Ambrósio, hoje o conhecemos como Santo Ambrósio, o qual também era conhecido por sua excelente oratória. Curioso, ele vai assistir o sermão e avaliar a argumentação do Bispo de Milão. Ali, ele começa a ver o seu coração sendo incomodado, mas ele ainda era preso às paixões carnais que o arrastavam desde a adolescência ociosa. 


Porém, a narração de um tal Ponticiano o faz repensar sua vida. Ele conta a Agostinho a vida de Santo Antão e fala de jovens na própria cidade de Milão que se decidiram firmemente abandonar tudo o que tinham para servir a Deus na castidade e na vida escondida. Ele fica abismado com aquele relato e começa a se perguntar porque não faria o mesmo.
Depois das buscas incessantes pela verdade e de vários casos amorosos, o seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus: “…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.


A partir da sua experiência com Deus ele passa a viver uma radicalidade e uma constante luta para não retornar ao velho Agostinho. Ele e seu filho Adeodato foram batizados  em Milão por Santo Ambrósio e pôde em Jesus encontrar o que não encontrará em nenhuma outra filosofia, em nenhum outro mestre. Seu filho morre repentinamente e ele decide voltar a sua terra natal, sua mãe Santa Mônica também morre, a caminho de Tagaste. 


De Tagaste, Agostinho muda-se para Hipona e lá é ordenado sacerdote e depois nomeado Bispo. Ele percebeu que depois da sua conversão, conseguia compreender as coisas com mais facilidade a sua inteligência parecia ter sido turbina pela graça de Deus. Passou então a escrever, e em seu livro  “A Cidade de Deus”, ele combate às heresias e o paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo. Dentre ele escreveu inúmeras obras as quais provam o seu intelecto de filósofo e teólogo brilhante. As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média. Em 28 de agosto de 430, com 76 anos de idade, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África Santo Agostinho morre. Foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.

Fonte:

https://padrepauloricardo.org/episodios/as-conversoes-de-santo-agostinho

https://santo.cancaonova.com/santo/santo-agostinho-grande-bispo-e-doutor-da-igreja/

http://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santo-agostinho/116/102/

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