São Luis Maria Grignion de Montfort

Por Com. Dai-me Almas

 
Porém, ali São Luís começou a ser tratado com rigor para provar as suas virtudes; iniciou-se então a via de humilhações na qual o santo enfrentou por toda a vida. Seu superior (por perseguição ou providência!) ordenou-lhe catalogar e limpar todos os livros da biblioteca da casa, atividade esta que resultou num gosto maior ainda pela leitura mariana; e então pôde ler tudo o que já fora escrito sobre Nossa Senhora e compilou tudo o que leu e escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Por fúria do demônio o Tratado da Verdadeira Devoção ficou escondido por mais de 100 anos em um armário de sua congregação até ser descoberto.
 
Foi ordenado sacerdote em 1700 e aos 27 anos e com um espírito missionário ardente, São Luís lutava o quanto podia para afastar as pessoas daquilo que não as levava para Deus. Sendo assim, suas pregações não eram nada politicamente corretas para os dias de hoje, pois ele ensinava uma verdadeira conversão, um corte com a mentalidade mundana e recebia muitas críticas do clero e dos hereges. Pregava com imenso amor sobre a Santíssima Eucaristia e a Virgem Maria incentivando a perfeita escravidão a Jesus, por meio dela. Quando Luís pregava entusiasmava as pessoas de tal maneira que aconteciam espetáculos de conversão, como em um episódio em que ele pregou para o exército e os soldados ao ouvirem caíram em prantos em arrependimento por terem pecado, logo após, eles saíram de pés descalços marchando pelas ruas fazendo penitencia. 


Sua vida de oração consistia em viver uma intensa meditação da palavra e em recolhimento, onde mantinha uma profunda intimidade com Deus e com Nossa Senhora. Para manter sua vida espiritual fazia intensos jejuns, mortificações e sacrifícios. A sua radicalidade e fidelidade ao Evangelho custou-lhe muitas perseguições chegando a ser frequentemente expulso de paróquias e dioceses, hoje em dia é considerado um dos santos mais perseguidos e humilhados que houve na história da Igreja. De acordo com Padre Paulo Ricardo, São Luís pensou em ir em missão para o Canadá e o seu diretor espiritual o aconselhou a ficar, pois a França vivia uma superficialidade na fé e a pregação dele se fazia necessária naquele lugar. Ele resolveu então ir a Roma, a pé, para falar com o Papa Clemente XI, e pedir-lhe que o enviasse para missões em outros países, mas ele o deu o título de pregador apostólico e uma cruz com indulgência e o mandou de volta à França. 


O santo sonhava que os sacerdotes fossem missionários e saíssem pregando a boa nova, então fundou a Companhia de Maria, congregação de sacerdotes missionários. Fundou também as Filhas da Sabedoria, freiras dedicadas à assistência aos doentes nos hospitais e à instrução de meninas pobres; e os Irmãos de São Gabriel, congregação de irmãos leigos voltados para o ensino.Em abril de 1716 ele fez sua última missão em Saint-Laurent-sur-Sèvre e sua saúde agravou-se. No dia 28 de abril aos 43 anos ele nasce para o céu, foi padre durante 16 anos e em pouco tempo Deus realizou a plenitude da sua vontade na vida dele. A seu pedido foi enterrado com as cadeias que usava, no pescoço, nos braços e nos pés, como sinal de escravidão de amor à Santíssima Virgem. 


São Luís Maria Grignion de Montfort, foi um “padre que vivera com a pureza dum Anjo, trabalhara com o zelo dum Apóstolo e sofrera com o rigor dum penitente” e sua doutrina sobre a Santíssima Virgem influenciou papas como Leão XIII, São Pio X, Pio XII e São João Paulo II. O processo de canonização dele começou em 1928. Os milagres foram reconhecidos em 1942; o decreto foi emitido em maio de 1945, e a canonização aconteceu no dia 20 de julho de 1947, pelo papa Pio XII.

Fontes:

https://padrepauloricardo.org/blog/sao-luis-de-montfort-e-o-primado-de-deus

https://blog.cancaonova.com/tododemaria/biografia-de-sao-luis-maria/

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-vida-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort

São Luis Maria Grignion de Montfort, nasceu no dia 31 de janeiro de 1673, na cidade de Montfort-sur-Meu na França, em uma família de 18 filhos. Seus pais, eram Jean-Baptiste Grignion e Jeanne Robert. Na infância herdou o amor pela igreja e uma devoção fervorosa a Virgem Maria, de sua família. A pequena igreja da cidade era o cenário de suas orações e aonde nasceu sua devoção ao Santíssimo Sacramento. Ali fez a Primeira Comunhão e passava horas em recolhimento. Seu espírito apostólico manifestava-se desde a infância, encorajando a mãe nas dificuldades domésticas ou na atenção a seus irmãos, em especial à pequena Luísa, que veio a ser religiosa beneditina do Santíssimo Sacramento, com sua ajuda. Em profunda intimidade com Deus, certo dia, ao entrar em uma Igreja Carmelita perguntou ao Senhor qual seria a sua vocação e Deus respondeu: “Serás sacerdote!”.

O diretor do seu segundo seminário no qual terminou os seus estudos, tomou conhecimento da fama de santidade do seminarista e exclamou graças ao bom Deus entoando o cântico Te Deum (A Vós, ó Deus), por envia-lo a sua pequena instituição.

 
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