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Por Com. Dai-me Almas

Francesco Forgione nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, poucos quilômetros de Nápoles na Itália. Seus pais Grazio e Maria Forgione tiveram sete filhos, mas dois faleceram. Formavam uma família unida e fervorosa na oração e na penitência. Francesco não era uma criança comum, e o demônio bem sabia a graça que Deus depositava sobre ele, então desde seus dois anos ele o atormentava aparecendo com formas horríveis fazendo-o chorar de medo. 

Clarice Bruno (2009, p.14) em seu livro Caminhando com Padre Pio, relata que aos cinco anos ele jurou fidelidade a São Francisco de Assis e já alimentava no íntimo do seu coração o sonho de consagrar-se a Deus como capuchinho. Aos nove anos, ele já fazia penitência, e certo dia, sua o mãe o surpreende dormindo no chão usando uma pedra como travesseiro. Quando atingiu a idade de ir para a escola seus pais contrataram um professor para lhe dar aulas, mas quando sua mãe pergunta ao professor como está a evolução do seu pequeno a resposta dele a preocupa, o professor diz que o ele não está aprendendo nada.

Quando questionado sobre o problema o pequeno Francesco diz que quando tenta prestar atenção no professor ele só vê os pecados dele. O problema é resolvido quando eles trocam de professor então quando interrogado sobre os avanços da criança ele diz: “Não sei mais o que lhe ensinar, sabe mais do que eu”. 


Para arcar com seus estudos e se tornar Frei na ordem dos capuchinhos seu pai decide buscar trabalho na América, tentou a sorte duas vezes sem sucesso. Mas, 6 janeiro de 1903, ele viaja para Marcone, onde se encontrava o noviciado que o acolheu. No dia 22 de janeiro de 1903, junto com 12 confrades, recebeu o hábito capuchinho, passando a chamar-se Frei Pio de Pietrelcina. Escolheu esse nome em honra do Papa Pio V, o Santo Padroeiro de Pietrelcina.


Em seu noviciado, ele começa a ser atingido por doenças desconhecidas com febres de que chegavam a 48º graus, a ponto de serem medidas apenas com termômetro de água. Segundo alguns médico, estava com tuberculose, e para evitar o perigo de contagiar os confrades, foi preciso isolá-lo. Por isso foi enviado para sua casa em Pietrelcina para se recuperar aos cuidados da família e logo voltar para o convento e continuar seus estudos. Porém, quando melhorava e voltava para o convento, as febres altíssimas e as dores por todo o corpo voltavam e este processo de idas e vindas durou alguns anos.


Em um dos seus livros sobre Pe. Pio o jornalista Renzo Allegri, tentou uma explicação sobre esse fenômeno com estas palavras: “O Padre Pio era uma pessoa especial. Viera ao mundo para cumprir a missão mais alta e sublime que se possa imaginar: ser um ‘outro Cristo’, a fim de colaborar com Ele, através do mistério do sofrimento, na redenção do mundo. Devia ser um ‘co-redentor’, como realmente o foi. Para isto o próprio Deus quis encarregar-se de educá-lo e conduzi-lo. E quis fazê-lo [...] fora dos procedimentos de uma ascese normal.” 


Sendo assim todo esse tempo foi providenciado por Deus para o crescimento espiritual, intelectual e físico para o santo que precisava ser preparado para enfrentar todos os sofrimentos que o acometeriam durante toda a sua vida. Aproximando-se o dia da sua ordenação sacerdotal durante o período de preparação, lhe perguntaram se passara bem a noite, ele respondeu: “Como é possível dormir com o coração explodindo de felicidade?”. Então, aos 23 anos de idade, em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote, na catedral de Benevento. Na tarde do mesmo dia, viajou à Pietrelcina, por ainda ter a saúde debilitada, precisou dos cuidados da família. Quatro dias depois da ordenação celebrou ali a sua primeira Missa solene, na presença de confrades, da mãe e muitos familiares. 


No mesmo ano de sua ordenação, ele recebe os estigmas invisíveis de Jesus assim como o fundador de sua ordem São Francisco de Assis. Ele permaneceu em Pietrelcina durante cinco anos, e de lá foi para San Giovanni Rotondo chegando no dia 28 de julho de 1916. Por causa da sua pouca saúde o seu diretor espiritual o faz uma profecia, dizendo-lhe que ele não seria um grande pregador, mas um grande confessor e assim ele foi. Em 20 de setembro de 1918 os estigmas tornam-se visíveis, naquele dia, um confrade o encontrou inconsciente e todo ensanguentado diante do crucifixo.

Ele tinha os carismas de: Introspecção (Capacidade de ler o interior das pessoas, seus pensamentos, seus temores, seus pecados, até mesmo os já esquecidos), Clarividência (Capacidade de prever fatos futuros ou que estão acontecendo com pessoas distantes e desconhecidas), Glossolalia (O dom de falar línguas desconhecidas, sem nunca as ter estudado, como os apóstolos em Pentecostes), Bilocação (Consiste em estar ao mesmo tempo em dois lugares).

Assim com Santo cura d'Ars, Pe. Pio também apanhava do demônio e isso acontecia quanto mais almas ele conseguia resgatar para Deus. A sua consciência o fazia ter sede de almas e o fortalecia para passar até 14 horas no confessionário, e para subir ao calvário de cada Santa Missa, onde ele perdia meio litro de sangue e as dores nas chagas o atormentavam, porém ainda que morresse ele não ficava sem celebrar. 

 

Ele é o único sacerdote estigmatizado da história da igreja. Pe. Pio morreu no dia 23 de setembro de 1968, foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa e hoje santo, São João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice. 

Fontes:

Livro: Caminhando com o Padre Pio

Autor: Clarice Bruno - 3ª Edição, Porto Alegre

Ano: 2009

Editora: Myrian

Sites:

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-vida-de-sao-pio-de-pietrelcina

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-paixao-do-padre-pio-de-pietrelcina

São Padre Pio de Pietrelcina