São Padre Pio de Pietrelcina


 

Quando questionado sobre o problema o pequeno Francesco diz que quando tenta prestar atenção no professor ele só vê os pecados dele. O problema é resolvido quando eles trocam de professor então quando interrogado sobre os avanços da criança ele diz: “Não sei mais o que lhe ensinar, sabe mais do que eu”. 


Para arcar com seus estudos e se tornar Frei na ordem dos capuchinhos seu pai decide buscar trabalho na América, tentou a sorte duas vezes sem sucesso. Mas, 6 janeiro de 1903, ele viaja para Marcone, onde se encontrava o noviciado que o acolheu. No dia 22 de janeiro de 1903, junto com 12 confrades, recebeu o hábito capuchinho, passando a chamar-se Frei Pio de Pietrelcina. Escolheu esse nome em honra do Papa Pio V, o Santo Padroeiro de Pietrelcina.


Em seu noviciado, ele começa a ser atingido por doenças desconhecidas com febres de que chegavam a 48º graus, a ponto de serem medidas apenas com termômetro de água. Segundo alguns médico, estava com tuberculose, e para evitar o perigo de contagiar os confrades, foi preciso isolá-lo. Por isso foi enviado para sua casa em Pietrelcina para se recuperar aos cuidados da família e logo voltar para o convento e continuar seus estudos. Porém, quando melhorava e voltava para o convento, as febres altíssimas e as dores por todo o corpo voltavam e este processo de idas e vindas durou alguns anos.


Em um dos seus livros sobre Pe. Pio o jornalista Renzo Allegri, tentou uma explicação sobre esse fenômeno com estas palavras: “O Padre Pio era uma pessoa especial. Viera ao mundo para cumprir a missão mais alta e sublime que se possa imaginar: ser um ‘outro Cristo’, a fim de colaborar com Ele, através do mistério do sofrimento, na redenção do mundo. Devia ser um ‘co-redentor’, como realmente o foi. Para isto o próprio Deus quis encarregar-se de educá-lo e conduzi-lo. E quis fazê-lo [...] fora dos procedimentos de uma ascese normal.” 


Sendo assim todo esse tempo foi providenciado por Deus para o crescimento espiritual, intelectual e físico para o santo que precisava ser preparado para enfrentar todos os sofrimentos que o acometeriam durante toda a sua vida. Aproximando-se o dia da sua ordenação sacerdotal durante o período de preparação, lhe perguntaram se passara bem a noite, ele respondeu: “Como é possível dormir com o coração explodindo de felicidade?”. Então, aos 23 anos de idade, em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote, na catedral de Benevento. Na tarde do mesmo dia, viajou à Pietrelcina, por ainda ter a saúde debilitada, precisou dos cuidados da família. Quatro dias depois da ordenação celebrou ali a sua primeira Missa solene, na presença de confrades, da mãe e muitos familiares. 


No mesmo ano de sua ordenação, ele recebe os estigmas invisíveis de Jesus assim como o fundador de sua ordem São Francisco de Assis. Ele permaneceu em Pietrelcina durante cinco anos, e de lá foi para San Giovanni Rotondo chegando no dia 28 de julho de 1916. Por causa da sua pouca saúde o seu diretor espiritual o faz uma profecia, dizendo-lhe que ele não seria um grande pregador, mas um grande confessor e assim ele foi. Em 20 de setembro de 1918 os estigmas tornam-se visíveis, naquele dia, um confrade o encontrou inconsciente e todo ensanguentado diante do crucifixo. O conhecido fenômeno da transverberação aconteceu entre 5 e 7 de agosto de 1918, uns quarenta dias antes do aparecimento dos estigmas visíveis. Segundo relato ao seu diretor espiritual, estava ele confessando um rapaz, quando viu aproximar-se um personagem com uma lança de fogo na mão, que o atingiu à esquerda do peito. Depois de se despedir do rapaz, retirou-se para a cela, onde sofreu durante toda noite (BRUNO, 2009, p. 17).


Pe. Pio era um homem de intensa oração e penitência e a ordem que escolhera para viver era uma das mais rígidas daquela época, eles levantam a meia noite para rezar e se autoflagelavam durante dias específicos da semana. Durante toda a sua vida os fenômenos místicos sempre os acompanharam e quando se tornou sacerdote só aumentaram. 
As multidões que visitavam a cidade para vê-lo era escatológica a sua santidade irradiava, mas atraia também os extraordinários carismas que ele tinha. A Teologia Mística da igreja bem conhece e alguns deles são: Introspecção (Capacidade de ler o interior das pessoas, seus pensamentos, seus temores, seus pecados, até mesmo os já esquecidos), Clarividência (Capacidade de prever fatos futuros ou que estão acontecendo com pessoas distantes e desconhecidas), Glossolalia (O dom de falar línguas desconhecidas, sem nunca as ter estudado, como os apóstolos em Pentecostes), Bilocação (Consiste em estar ao mesmo tempo em dois lugares).


Assim com Santo cura d'Ars, Pe. Pio também apanhava do demônio e isso acontecia quanto mais almas ele conseguia resgatar para Deus. A luta contra o inferno se intensifica quanto mais almas nós conseguimos para Deus, mas com a oração ele era fortalecido e ainda mais com o Santo Terço vencia as suas muitas batalhas e salvava as almas dessa terra e também as do purgatório. Ele amava nosso Senhor Jesus Cristo com toda a sua alma e entendia assim, o valor de uma alma e dizia para os seus filhos: “As almas custam sangue”. A sua consciência o fazia ter sede de almas e o fortalecia para passar até 14 horas no confessionário, e para subir ao calvário de cada Santa Missa, onde ele perdia meio litro de sangue e as dores nas chagas o atormentavam, porém ainda que morresse ele não ficava sem celebrar. 


As missas que ele celebrava tinha um público altíssimo, e começava as cinco horas da manhã. O seu zelo com cada momento da Santa Missa era indescritível, na leitura do Evangelho chorava de soluçar, quando pegava Jesus da patena as suas mãos eram tremulas e o seu olhar ardia de amor. Tão grande era o amor do padre por Jesus que ele tinha febres de até 53 graus, a Teologia Mística explica que Pe. Pio ficava enfermo de amor por Jesus o amava tanto, que seu corpo não aguentava. Ele é o único sacerdote estigmatizado da história da igreja. Pe. Pio morreu no dia 23 de setembro de 1968, foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa e hoje santo, São João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice. 

Fontes:

Livro: Caminhando com o Padre Pio

Autor: Clarice Bruno - 3ª Edição, Porto Alegre

Ano: 2009

Editora: Myrian

Sites:

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-vida-de-sao-pio-de-pietrelcina

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-paixao-do-padre-pio-de-pietrelcina

Francesco Forgione nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, poucos quilômetros de Nápoles na Itália. Seus pais Grazio e Maria Forgione tiveram sete filhos, mas apenas cinco sobreviveram. Formavam uma família unida e fervorosa na oração e na penitencia. Francesco não era uma criança comum, e o demônio bem sabia a graça que Deus depositava sobre ele, então desde seus dois anos ele o atormentava aparecendo com formas horríveis fazendo-o chorar de medo. Aos cinco anos de idade ele teve uma visão do Sagrado Coração de Jesus convidando-o para subir no altar e lhe deu a benção.

Clarice Bruno (2009, p.14) em seu livro Caminhando com Padre Pio, relata que também aos cinco anos ele jurou fidelidade a São Francisco de Assis e já alimentava no íntimo do seu coração o sonho de consagrar-se a Deus como capuchinho. Aos nove anos, ele já fazia penitência, e certo dia, sua o mãe o surpreende dormindo no chão usando uma pedra como travesseiro. Quando atingiu a idade de ir para a escola seus pais contrataram um professor para lhe dar aulas, mas quando sua mãe pergunta ao professor como está a evolução do seu pequeno a resposta dele a preocupa, o professor diz que o ele não está aprendendo nada.

 

Por Com. Dai-me Almas

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